Esportes

30/07/2021 as 14:19

Medalhista de ouro do Irã é acusado de ser 'terrorista'

Porta-voz do COI disse que quem acusa deve 'enviar provas'

Agência: Ansa
Foto: Ansa / https://ansabrasil.com.br/ansausers/brasil/flash/esportes/2021/07/30/medalhis<?php echo $paginatitulo ?>

O atleta iraniano Javad Foroughi, medalha de ouro no tiro esportivo 10 metros, foi acusado por adversários e por um grupo do país de ser um "terrorista" porque fez parte do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica.

A organização começou a ser considerada terrorista há cerca de dois anos durante o governo de Donald Trump nos Estados Unidos. O título também foi dado pelo Bahrein e pela Arábia Saudita, mas não por países europeus ou algum órgão mundial.

Foroughi é enfermeiro e, segundo a mídia de Teerã, ele está no quadro dos Guardiões apenas como profissional sanitário. Ainda conforme as publicações, ele aprendeu a atirar durante o período que atuou como voluntário em um hospital da Síria, em 2013, para defesa própria. No entanto, após receber a medalha de ouro, ele bateu continência militar e suscitou críticas.

Um dos primeiros a se manifestar foi um adversário, o sul-coreano Jin Jongoh, que ficou na 15ª colocação. "Como pode um terrorista vencer o ouro? Essa é a coisa mais absurda e ridícula que já vi", disse à mídia nacional.

Quem também se manifestou foi o grupo United for Navid, que se formou após o lutador esportivo Navid Afkari ser enforcado pela Justiça do Irã em 2020 por esfaquear um segurança. Em nota, a organização afirmou que "conceder uma medalha de ouro olímpica a um membro de uma organização terrorista é uma afronta terrível aos atletas e ideais olímpicos e deixa uma mancha no COI".

Questionado por jornalistas nesta sexta-feira (30), o porta-voz do Comitê Olímpico Internacional (COI), Mark Adams, afirmou que "se alguém tem provas, que nos envie" para análise. Caso for comprovada alguma ligação, a medalha pode ser retirado.